Palpita descaindo
O movimento de um intervalo no sentido do tempo
Mãos quentes narram a inexistência
E longas são as linhas que apontam no céu
A angústia de respirar
Abandona-me onde só eu existo
Na tragédia de percorrer
As entranhas catatónicas
Que loucas vomitam pássaros de sangue.
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ResponderEliminar"Sinto-o nas minhas veias
ResponderEliminarVem como um ladrão na noite
Somos reis e rainhas deste mundo
Dividos na união
Livres com o peso das correntes
Construindo paredes que bloqueiam o sol
Para dividir-nos
E separar-nos da dor
Onde na escuridão fazemos balas
Para armas quebradas
Para matar os esqueletos
Que saem das luzes
Como uma mosca na parede, vejo tudo
Aceitando o que não posso controlar
Decidindo o que ignorar
Sou um fugitivo
Corro do ladrão com as chaves na mão
Enquanto ouço o uivar dos cães da tentação
Segurando as palavras nos meus lábios:
'Leva as palavras e as mentiras
Leva o sofrimento e a dor'
Num mundo de reis e rainhas
Somos o fogo no céu sem lua
E por isso corro do ladrão
Corro da minha sombra
Corro da verdade"
Uma troca por uma troca ; )