sábado, 30 de abril de 2016
Não te sei escrever
Com caneta e papel
Só sei sangrar
Não consigo fotografar o momento
Nem o memorizar
Passa-se agora, no acontecer
Participo mas não sou mais
Se te contasse as minhas histórias
Não te falaria da mesma pessoa
As pessoas são loucas e eu incerta
O que quererá dizer quando estou desperta?
Poderemos ouvir o mundo a rugir
Mas estes ouvidos escapam nas horas
Só se prolongam na tua voz
Embaciada memória de pêndulo
Traz-te a mim sem demora
Quero agrafar-te na minha história.
terça-feira, 19 de abril de 2016
7
Os raios de sol
Acariciam o cabelo
Entornando na pele a intemporalidade
O momento focado no teu olhar
Ramificado para dentro e expandido na estrada
Surte-me o desaparecimento da impaciência
Pois os instantes são segredos.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Alado
Busco o momento presente
Na escuta das tuas mãos
Que são leves mas gritam
Gritam-me o poder do tempo
No vento
Dos meus cabelos perdidos e extendidos para fora de mim
Só um instante,
No movimento, repartido
E na surpresa rasgado,
Poderia ter descoberto os meus lábios
Reticentes mas loucos
Fundidos nos meus olhos revirados ao céu
As manhãs adiam-se
E ostentamos na noite a marginalidade da nossa Paixão.
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| Jani Freimann |
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