sábado, 30 de abril de 2016



Não te sei escrever
Com caneta e papel
Só sei sangrar
Não consigo fotografar o momento
Nem o memorizar
Passa-se agora, no acontecer
Participo mas não sou mais
Se te contasse as minhas histórias
Não te falaria da mesma pessoa
As pessoas são loucas e eu incerta
O que quererá dizer quando estou desperta?
Poderemos ouvir o mundo a rugir
Mas estes ouvidos escapam nas horas
Só se prolongam na tua voz
Embaciada memória de pêndulo
Traz-te a mim sem demora
Quero agrafar-te na minha história.









1 comentário:

  1. Falas do presente.
    E como apenas temos o agora.
    O agora é tudo que é.
    Tudo que é permitido.

    A pessoa que és agora não é a mesma que era à um dia, uma hora, um minuto, um segundo atrás.

    Encontraste e perdeste no agora.

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