sábado, 28 de fevereiro de 2015







Estar em contacto,
com uma força subtil apontada aos céus

Vejo-te asas acarinhadas pelo vento,
num rio que se cruza

No outro dia, os olhos enrugados pelo cansaço fixavam, vítreos
o fundo do barco,
e todas as penas se desidratavam.

O bosque espreguiçava-se sobre o rio,
e quando anoiteceu o barco foi deixado à deriva.

Por entre as árvores, nua, roçando-se na terra
estava a razão da vida,
frémitos êxtases que não têm pertencer ou entender,
que não sabem conhecer ou justificar.

Olhos dentro da escuridão,
escuridão dentro dos olhos,
Se os fecharmos haveremos
 de nos tornar.