Desaba-me o vazio
Sim, isso, pálida carne
Efervescente
Na última vez que assisti ao teu rosto
Esse que me vive internado
No meu frágil lembrar.
E a minha queda acentua
E o contrário perpétua
Eu decido o que me trespassa
E na surpresa, a ausência.
Eu sou a Noite e tu o Sol
Bebemos a energia viva das conspirações
As promessas que fervem na nossa pele
Eu sou a Noite e tu o Sol
O sentido liberto e imaculado
num calor familiar latente
por cima e em baixo
entregue e descoberto.
Na nossa corrida à continuação do mundo
escondemos a imortalidade
E eu serei a noite onde te deitas a queimar.
