sexta-feira, 24 de junho de 2016
Anseio a música esgotada de mim
A vibrar-me nas pálpebras apagadas de pensamentos
Inundando a minha boca de saliva fresca
De tormentos frenéticos
Adorados, puros e quentes
Desbravo o fim das portas
Para me abandonar à noite
A brisa delicada conta-me segredos do Amanhecer
Existirá ainda o tempo que se segue à loucura, ou ficará o nosso peito aberto, paralisado e revirado ao Céu eterno?
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Abril
Sorrisos carismáticos
da nostalgia de nos sermos,
sem nos perdermos
Servimo-nos a fugir
e na fuga o encontro
Albergo-me no silêncio do espanto
No teu rosto transformado
e na força dos nossos Deuses
Voa, sob o mar que bebemos
e na mãe que acolhemos
Voa, com o teu semblante iluminado
e a certeza de estar tão perto
Não acredites na existência dos dias
pois vivemos no fim do tempo
com o teu peito no meu profundamente inspirado
o teu peito no meu para sempre trespassado
Com o teu ténue peito no meu
completamente misturado.
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