sábado, 28 de fevereiro de 2015







Estar em contacto,
com uma força subtil apontada aos céus

Vejo-te asas acarinhadas pelo vento,
num rio que se cruza

No outro dia, os olhos enrugados pelo cansaço fixavam, vítreos
o fundo do barco,
e todas as penas se desidratavam.

O bosque espreguiçava-se sobre o rio,
e quando anoiteceu o barco foi deixado à deriva.

Por entre as árvores, nua, roçando-se na terra
estava a razão da vida,
frémitos êxtases que não têm pertencer ou entender,
que não sabem conhecer ou justificar.

Olhos dentro da escuridão,
escuridão dentro dos olhos,
Se os fecharmos haveremos
 de nos tornar.




1 comentário:

  1. "O fim é onde começamos
    Onde corações partidos curam
    E o movimento recomeça

    Sou um monstro por ser incompreendido
    Traidor, por trair a mim mesmo
    Um perdedor, só porque me perdi a mim mesmo
    Um estranho que não pertence a este mundo
    Tenho um nome, mas fui alterado
    Quebrado, apunhalado,
    Assassinado e ressuscitado

    Ao longe, ouço a tempestade
    Ela procura por mim
    Na noite, nos meus sonhos
    Como uma presença
    Que deseja abalar os pilares da minha alma

    Reforçando as minhas convicções
    Que desejo viver como se estivesse a morrer
    E assim a guerra continua
    Inalterada
    Pura
    Destrutiva
    Criativa
    A guerra da alma"

    Olá R. ☺
    Estou de volta embora nunca tenha saído.
    Texto interessante que escolheste.
    Levanta questões e mais questões... mas cada coisa a seu devido tempo.

    Como pagamento da minha dívida, deixo-te os meus pensamentos.

    ResponderEliminar