quarta-feira, 29 de abril de 2015

VIII





Palpita descaindo
O movimento de um intervalo no sentido do tempo
Mãos quentes narram a inexistência
E longas são as linhas que apontam no céu
A angústia de respirar

Abandona-me onde só eu existo
Na tragédia de percorrer
As entranhas catatónicas
Que loucas vomitam pássaros de sangue.




2 comentários:

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  2. "Sinto-o nas minhas veias
    Vem como um ladrão na noite

    Somos reis e rainhas deste mundo
    Dividos na união
    Livres com o peso das correntes
    Construindo paredes que bloqueiam o sol
    Para dividir-nos
    E separar-nos da dor
    Onde na escuridão fazemos balas
    Para armas quebradas
    Para matar os esqueletos
    Que saem das luzes

    Como uma mosca na parede, vejo tudo
    Aceitando o que não posso controlar
    Decidindo o que ignorar

    Sou um fugitivo
    Corro do ladrão com as chaves na mão
    Enquanto ouço o uivar dos cães da tentação
    Segurando as palavras nos meus lábios:
    'Leva as palavras e as mentiras
    Leva o sofrimento e a dor'

    Num mundo de reis e rainhas
    Somos o fogo no céu sem lua
    E por isso corro do ladrão
    Corro da minha sombra
    Corro da verdade"

    Uma troca por uma troca ; )

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