"Aprendes a viver protegendo-te da vida"... Sim. Em tempos fui assim, mas já lá vai tanto tempo que quase podia ter sido noutra vida. Agora... Não me protejo, sou cuidadoso. Quando me pressionam eu pressiono a dobrar. Se me traem eu vingo-me. E quando falo em vingança tem em atenção que há várias formas de vingança, o simples facto de não ligar nenhuma para o que acontece à pessoa em questão, quer viva ou esteja a morrer a meros passos de mim, e é-me totalmente indiferente, pois eu sigo o meu caminho sem olhar para trás... Isso também é vingança. Mas raros são esses momentos, pois poucas são as pessoas que conseguem chegar perto o suficiente para fazerem esse tipo de dano. Não é que eu feche a "porta" a quem queira entrar na minha vida, se alguma coisa a minha "porta" está sempre aberta. Como as pessoas desejam agir uma vez dentro, diz-me se merecem ficar ou mostrar-lhes a porta da saída. Eu agarro a vida. Eu devoro-a, assim como ela me devora a mim. Somos como uma dupla ouroboros. Onde duas serpentes devorarem-se uma à outra. Porquê perguntas-te... Porque não há nenhuma proteção 100% eficaz. Todas as defesas são vulneráveis a um ataque. É tudo uma questão de tempo. E eu não tenho nem vou perder o pouco tempo que me resta, estes dois a três anos se tiver sorte, a proteger-me da vida. Ela que venha. Que corte a minha carne, que me quebre os ossos, que ferva o meu sangue, forçando-me a expeli-lo do meu corpo... Nada disso me vai quebrar. Vou viver até não poder mais. E quando me for... pelo menos saio com um riso tão alto na minha alma, que a vida não vai poder deixar de notar.
"Aprendes a viver protegendo-te da vida"...
ResponderEliminarSim. Em tempos fui assim, mas já lá vai tanto tempo que quase podia ter sido noutra vida. Agora... Não me protejo, sou cuidadoso.
Quando me pressionam eu pressiono a dobrar.
Se me traem eu vingo-me. E quando falo em vingança tem em atenção que há várias formas de vingança, o simples facto de não ligar nenhuma para o que acontece à pessoa em questão, quer viva ou esteja a morrer a meros passos de mim, e é-me totalmente indiferente, pois eu sigo o meu caminho sem olhar para trás... Isso também é vingança.
Mas raros são esses momentos, pois poucas são as pessoas que conseguem chegar perto o suficiente para fazerem esse tipo de dano. Não é que eu feche a "porta" a quem queira entrar na minha vida, se alguma coisa a minha "porta" está sempre aberta. Como as pessoas desejam agir uma vez dentro, diz-me se merecem ficar ou mostrar-lhes a porta da saída.
Eu agarro a vida. Eu devoro-a, assim como ela me devora a mim. Somos como uma dupla ouroboros. Onde duas serpentes devorarem-se uma à outra.
Porquê perguntas-te... Porque não há nenhuma proteção 100% eficaz. Todas as defesas são vulneráveis a um ataque. É tudo uma questão de tempo. E eu não tenho nem vou perder o pouco tempo que me resta, estes dois a três anos se tiver sorte, a proteger-me da vida. Ela que venha. Que corte a minha carne, que me quebre os ossos, que ferva o meu sangue, forçando-me a expeli-lo do meu corpo... Nada disso me vai quebrar. Vou viver até não poder mais. E quando me for... pelo menos saio com um riso tão alto na minha alma, que a vida não vai poder deixar de notar.