sábado, 15 de novembro de 2014

Clarão





O sono envenenado de clarões
num corpo entregue mas esquecido
prolonga a embriaguez de se sonhar.

Não contaminarei a minha presença
com o meu movimento
tudo é demasiado eterno
para ser perseguido
e raras são as vezes em que me deixo ao relento

Nos meus membros congelados
Um relâmpago salpicou o céu ao cair na noite.





1 comentário:

  1. Um texto muito interessante.
    E embora eu tenha a minha interpretação dele, eu gostaria de tentar algo novo, para variar.
    Quando ou se quiseres, eu ficaria agradecido se me pudesses, dar a tua interpretação.
    Não aqui. Através do face.
    Obrigado ;-)

    -RS-

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