quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Hóspede




Um transpirar
É um desconhecer das Ruas

Não me provoquem
Com um torpor de mãos vazias
Nos recantos dos precipícios
Onde ostento a minha presença com a força do vento.

Aqui,
E em todo o lado
Albergo hóspedes em mim
Expelindo-me para grutas cheias de Mar.

E por isso te digo:
Acolhe a luz vermelha da minha casa.




1 comentário:

  1. We're legion, because we're many.
    De certa forma é o que és, o que todos somos... Legião!
    Em nós habita o fraco, o forte, o ignorante, o sábio, o louco, o são, o covarde, o forte, o feio, o belo, o animal e a máquina.
    Os inquilinos da casa.
    Como mil espadas, cujo aço foi temperado de mil maneiras.
    E muitas vezes aquilo que os olhos vêem revela-se uma ilusão, e aquilo que sentimos no nosso ser revela-se verdadeiro.
    Ás vezes aqueles que veem com mãos vazias, trazem tesouros nos seus corações, enquanto que aqueles que veem com as mãos adornadas de ouro, trazem pestilência e doença nos seus corações.
    Existem várias versões de ti mesma, dentro de ti mesma, são, os alicerces, o chão, as paredes, o teto, a madeira, o mármore, a mobilia, os vidros... Ganhando forma de uma casa.
    E essa casa és tu.
    Tu és muitas e tu és única.
    Tu és a senhoria e a hóspede.

    Mais um belo texto.
    Obrigado por partilhares.

    -RS-

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