domingo, 14 de setembro de 2014
Barco
O espectro de um barco
que preso se lamenta
enquanto por baixo as ondas o beijam em desatino,
agitando-se contra as rochas
por debaixo dos meus pés.
Estou aqui para não estar.
Vanglorio uma solidão
exaltada por tremores de vida
caindo em mim como que me afogando
em brasas, em pó, e em remotas purezas
enquanto a chuva se descasca,
de faces voltadas para o barco.
Por onde o meu sangue não abre caminho
O tempo foi perdido
Abandonando granadas no meu peito.
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"Navios fantasmas,
ResponderEliminarNavegando em águas desconhecidas,
Os portos desprovidos de sonhos
Cheios de navios fantasmas
Que navegam os oceanos do abismo do mundo
Carregando almas em busca de um objectivo,
Vida é o objectivo, paz o tesouro
Almas negras, navegantes errantes, reunem-se em número
Mas mesmo na morte não há consolo em números,
Apenas existe a solidão da nossa miséria
Mas continuam a navegar, procurando as águas da vida
Uma perspectiva desafiadora
Mas no desespero da inevitabilidade há aqueles que as encontram
E é-lhes permitido desembarcar,
Para caminharem em solo firme, rumo ao futuro
As ondas do oceano ajudam a acalmar espíritos inquietos
Eles não desejam permanecer nesses navios
Mas também não coseguem sair
Navegando através da escuridão sem fim
O tempo passa e as perspectivas mudam
Não há homem do leme, apenas as correntes
Que nos privam da nossa vontade
E conduzem a destinos incertos."
O mar são os nossos dias, o barco a nossa vida,
Mar de tempestades, mar de calmaria... Quem comanda o leme somos nós.
Till next time ;-)
-RS-