terça-feira, 16 de setembro de 2014

Auroras, Ramos e Eclipses

                                                                                                          Painting by Beatriz Martin Vidal


Auroras obcecadas pelos ramos de árvores
Que deslizam pelas minhas mãos
Enquanto
Peitos estridentes com fugas proibidas
Acompanham-me em declínio

Já ouviste falar de ranhuras por onde escapam as estrelas?

Um dia o mundo tornar-se-á eclipses da nossa vida.



2 comentários:

  1. "Desafiando o destino
    Quebrando as regras
    Ignorando as amarras do tempo
    Em peitos estridentes larguei as minhas ilusões
    E encontrei o silêncio da liberdade

    O cheiro da chuva está no ar.
    Cheiro de terra
    de vida...
    ... Silêncio...

    A noite está completa
    cheia de sonhos e mistérios.
    O sol abraçou a lua
    e a terra nua
    calou-se na noite chorosa do eclipse.

    E por entre ranhuras escapam as estrelas
    De olhos que desejam
    De lábios que anseiam
    Rumo ao trono de Roraima
    Leito dos eternos amantes"

    Adorei o teu texto! Tanto que decidi adaptá-lo.
    Espero que não te importes :-)
    Como sempre, fiel observador da tua dança literária ;-)

    -RS-

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