Olho, vagarosamente em torno da minha sombra
Estremeço ao sentir os meus pés
Tudo o que se fecha dentro de mim rasga-se para dentro
Em convulsões silenciosas
Cascatas de acarinhada tristeza, sorrio, tão só em mim
Sorrio como se fosse pela primeira vez
E olho-te vagarosamente
Pêndulos nocturnos oscilantes de incertezas
Só te queria raptar para bem longe daqui e deitar-me contigo
Morrer por instantes ao teu lado
Olhar-te num universo
Mergulhada e afogada em ti.
Mostrar-te e descobrir-te
Queimar-te e elevar-te
Até nada mais existir
Senão alguém ou ninguém
De peitos rasgados fora do corpo.
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Nada como amar. E ser-se amado.
ResponderEliminarPercorremos esta vida muitas vezes enfrentando os maiores medos, mas nenhum medo é maior do que o medo de amar e ser-se amado.
Quando nos encontramos envolvidos pelo amor, tudo que é certo torna-se incerto, a nossa armadura de aço parte como vidro, palavras simples tornam-se impronunciaveis, os pensamentos deixam de ser apenas nossos, o mundo muda mas fica igual.
Tememos o amor, mas desejamo-lo. Precisamos dele como o ar.
Quando olho para dentro e mergulho no tempo, uma coisa é clara, amor, sempre foi o meu maior medo que procuro de propósito.
Espero continuar a ter mais textos teus para ler.
Obrigado por partilhares.
-RS-
Obrigada!
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