Espanta-me a estranheza
Em toques no meu corpo
E em volúveis ondas na minha espinha
Um fim, louco e longe
De olhos fechados
Ergo o meu pescoço na terra
com a cabeça nos meus quadris
Não há nenhum destino eterno
Onde os tempos se encontram
Permaneço no mar
E procuro uma maneira de sobreviver ao sono.
A terra prende-nos, faz-nos sentir o peso das nossas decisões
ResponderEliminarO mar no entanto, liberta-nos. Remove o peso
Mas o mar no entanto não é isento de perigos
Se adormecer-mos no mar podemos acordar em qualquer lugar
O maior medo de qualquer pessoa sã
O medo de perder o controlo
Controlo das nossas ações, da nossa vida
O mar é um refugio, mas não é um lar
O mar suspira segredos, mas não dá respostas
O mar é a mãe, mas a terra é o pai
Os nosso destino é irrelevante
A procura por um significado onde não há nenhum
Vivemos e morremos, simplicidade no seu apogeu
Não procuro por significado, procuro por mim mesmo
E no fim é tudo que podemos e devemos fazer
Encontrarmo-nos a nós mesmos
-RS-
Obrigada :)
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