quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Mar









Espanta-me a estranheza
Em toques no meu corpo
E em volúveis ondas na minha espinha

Um fim, louco e longe

De olhos fechados
Ergo o meu pescoço na terra
com a cabeça nos meus quadris

Não há nenhum destino eterno
Onde os tempos se encontram

Permaneço no mar
E procuro uma maneira de sobreviver ao sono.






2 comentários:

  1. A terra prende-nos, faz-nos sentir o peso das nossas decisões
    O mar no entanto, liberta-nos. Remove o peso
    Mas o mar no entanto não é isento de perigos
    Se adormecer-mos no mar podemos acordar em qualquer lugar
    O maior medo de qualquer pessoa sã
    O medo de perder o controlo
    Controlo das nossas ações, da nossa vida
    O mar é um refugio, mas não é um lar
    O mar suspira segredos, mas não dá respostas
    O mar é a mãe, mas a terra é o pai
    Os nosso destino é irrelevante
    A procura por um significado onde não há nenhum
    Vivemos e morremos, simplicidade no seu apogeu
    Não procuro por significado, procuro por mim mesmo
    E no fim é tudo que podemos e devemos fazer
    Encontrarmo-nos a nós mesmos

    -RS-

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