Percorres a minha presença
Na água moldante da nossa realidade
excluída do tempo em corrente
num recolher interno
Brilham-nos estrelas nos movimentos
das nossas testas unidas e respiradas
em peitos ansiosos de serem rasgados e alternados
e os nossos passos receosos
confiantes na fusão, na confusão
Somos uma verdade
Preenchida da intransponibilidade
Chegámos ao fruto mais querido
Não largues os meus dedos
consistentes de caminho.
Ao contrário do que geralmente se crê, por muito que se tente convencer-nos do contrário, as verdades únicas não existem: as verdades são múltiplas, só a mentira é global.
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