sábado, 11 de outubro de 2014

Sinopse






Corpos visionários
Infeccionados de espírito
Dir-me-ão que por vezes os destinos são longos

Mas outrora
No tempo em que a noite
Não se sobrepunha à manhã
Eu preservaria o sangue
Que um dia projectei nos nossos retratos.






2 comentários:

  1. "Estes são os rios originários das nossas fundações
    Onde os desejos vêm beber como animais cansados
    Rios de paixão que desabotam em oceanos de emoção
    Onde o espírito guarda o mais absoluto segredo
    Nas pedras que rolam no fundo dos seus leitos

    Sons enchem a solidão das profundezas
    E nessa imensidão ouço a minha própria voz
    Enigmática, estranha...
    E vejo... A treva primitiva conglobada

    Penetrando a pele
    Nas veias inicia-se a doce mistura do sangue
    De peito aberto o coração explode
    Esvaziando o corpo
    Limpando a alma

    E a noite desce, como mãos piedosas
    Sobre a mente cansada e o corpo inerte
    Beijando a alma
    Levando-a para a casa de Kronos"

    Adorei o teu texto.
    Como sempre, uma fonte de inspiração.
    Claramente visivel pelo que acabei de escrever neste momento.
    És mesmo "Moon", exercendo a tua força gravitacional, ajudando a mente a soltar-se do corpo ;-)

    -RS-

    ResponderEliminar