Não, não compreendo a cadência,a vivência, a eloquência,
Os acasos que a vida compromete
mas compreendo a intenção do meu corpo
em contacto com a tua mão.
Quero conduzir-me embriagada
de noite, luminosa
numa súplica de redenção
Tenho para oferecer todo o amor quebrado
as minhas vísceras, o meu centro,
os meus olhos dilatados e rasgados, vidrados,
procuro-te para olhar.
A loucura protege-me e eu desencontro-me
Com o medo construo casas despidas
onde o frio consome o rosto dos sonhadores.
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