domingo, 14 de dezembro de 2014

Memória




                                                                       "Pleine Lune" by Diane Art

Fixo, o ponto do tecto que se liga ao meu corpo
e imóvel, desacreditada
a minha respiração preenche as memórias
com um torpor de desalento

A força que me invade tem duas caras
e uma delas pretende-me devastar.

Mais uma vez
os teus lábios pernoitam-me
e ultrapassam a última hora da noite.




1 comentário:

  1. "Dizem que aquilo que é real
    Apenas o é porque é percebido como tal
    Se eu olhasse para ti e tu a mim
    Esse simples acto define quem somos
    Eu defino-te e tu a mim
    A nossa realidade pode nem ser nossa.

    Somos cada um de nós um universo
    Definidos por leis que nos escapam
    Em cada estrela um mundo
    Em cada mundo uma forma de vida
    Cada vida lutando por sobrevivencia
    Lutando por dominio

    E neste ponto voltamos à consciencia
    À percepção...
    Sou o que sou, porque tu me fizeste assim...
    Essa questão levanta muitas outras
    Todas gritando "Eu sou a verdade!"
    Mas o que é verdade? Tal coisa existe mesmo?

    Quando olhavas para o tecto...
    Esse teto era o que vias, ou o que outra pessoa antes de ti viu?

    Quando respiras...
    Esse mesmo ar é teu? Ou é o produto de outra pessoa?

    E até mesmo essa força que te invade...
    É tua? Ou é o produto do que outros vêem em ti?

    Nesta noite um pensamento errante
    Uma voz ecoa nas profundezas da minha alma
    E ela diz...
    'Tu és o caminho, mas não és a estrada
    Não para ti...
    Outros são a tua estrada, e tu és o caminho deles' "

    Pensamentos errantes... Ideias em cima de ideias.
    Perguntas... Que podem nem ser minhas
    Tudo isto pode não vir de mim
    Mas de ti, e todas as outras pessoas neste mundo.
    Separados, mas unidos
    Diferentes, mas iguais
    Distantes, mas próximos
    Eu não procuro por uma resposta.
    Apenas procuro a mim mesmo.

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